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no fim das contas tudo é sexo

No fim das contas, tudo é sexo

NEGARÁS TUAS ORIGENS E SERÁ TUA PERDIÇÃO

Hoje vou falar sobre um assunto que pode não ser confortável para você, mas que é de utilidade pública. Decidi falar sobre isso porque me sinto muito mal todas as vezes que atendo uma pessoa que passou a maior parte da vida com problemas sexuais (e consequentemente afetivos), e por vergonha a pessoa não procurou ajuda antes.

Não é como um “resfriado”, em que se compra remédio na farmácia e pronto, em duas semanas está tudo bem. A pessoa começa sentindo raiva dela mesma. Depois esse sentimento é transferido para a vergonha do parceiro ou parceira. E a danada da vergonha demora décadas para ir embora.

Ás vezes nem vai, porque tudo o que ouvimos a respeito desse assunto é que não temos o direito de discutir sobre ele. E que quem tem um problema desses é digno de pena ou de boas risadas no churrasco de fim de semana, na roda de bar com os amigos.

Isso não é nada engraçado, nem um pouco bonito. E o pior de tudo é saber que a maioria desenvolveu essas doenças lá no início da vida sexual, na adolescência, estimulados pelos filmes pornôs, pela falta de informação correta, pelo exemplo dos responsáveis em evitar esse tipo de conversa. Então crescem e se desenvolvem trazendo para a vida real o que é fantasia.

O que precisa ficar claro é que somos responsáveis pelo que dizemos e pelo que deixamos de dizer, porque até mesmo quando não dizemos nada estamos passando uma mensagem. E essa mensagem é: se vire sozinho(a).

Ao deixar a responsabilidade do aprendizado sobre sexualidade nas mãos da indústria pornográfica, dizemos aos garotos que eles devem ser o machão, o garanhão que come todas, que demonstrar sentimentos e delicadeza não é coisa de macho, que toda mulher deve jorrar e fazer coisas bizarras para agradar aos homens, que mulheres que vestem roupas curtas na rua estão dando o direito a outros sobre seu corpo e não são dignas de respeito, que mulher direita só a própria mãe, e que para casar, precisam ser belas, recatadas e “putas” entre quatro paredes.

Ás meninas, dizemos que devem fechar as pernas, que se tocar é coisa do demônio, que ela deve ser “bela, recatada e do lar”, pois não terá um homem direito que a queira, que se ela procurar por sexo com o parceiro será tachada de “vagabunda”, que homem nenhum presta, que homem só quer saber de sexo e nada mais, que homem tem a obrigação de saber como o corpo dela funciona e que deve saber fazer tudo o que ela gosta (mesmo que nem ela mesma saiba do que gosta).

E o resultado disso é uma sociedade doente, fadada aos excessos, extremismos e intolerância. Uma guerra sem fim entre dois mundos que não sobrevivem sem a existência um do outro. O que se ganha trazer para vida real um mundo de fantasia? Qual a verdadeira razão de se negar nossas origens? Para que banalizar o ato sexual? Se é através dele que surge a vida e que nos alimenta todos os dias?

Porque se você não parou para pensar, todos os seres foram gerados a partir de um ato sexual. A carne do seu churrasco, as frutas que você come, a sua própria vida… No fim das contas, tudo se resume a sexo.

Tudo se resume a energia geradora de vida, e principalmente, como você a utiliza para conseguir alcançar os seus objetivos. E cabe somente a você perceber que, quanto mais viver em um mundo de fantasia, mais expectativas frustradas terá no mundo real.

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