fbpx

Ser assertivo é ser grosso?

Pessoas já me disseram algumas vezes que estava sendo grossa, enquanto em minha cabeça, apenas estava sendo assertiva. E ficava me martirizando em algumas situações para não “errar a mão” e magoar a outra pessoa.

Aos poucos fui percebendo que havia parado de dizer não quando queria (ou era necessário), que aceitava mais a imposição das outras pessoas, enquanto minha autoestima ia parar no lixo.

Só fui perceber realmente a diferença entre assertividade e grosseria quando fui morar no Canadá. Canadenses não se importam de te deixar de fora das festas porque você não é assim “tão chegado”. Canadenses não se importam de falar um sonoro “não” se essa palavrinha mágica significar escolher entre um bom desempenho a uma possível perda de “amizade”. E quem leva o não, entende exatamente o que isso significa: não.

De volta ao Brasil, percebi que existem três níveis distintos de comunicação assertiva, e que o desequilíbrio destes níveis pode nos levar aos extremos, tanto com a grosseria quanto a total submissão.

Para ficar um pouco mais clara a explanação, vou falar sobre esses três níveis de comunicação no desequilíbrio, para que você entenda e reflita onde a sua comunicação se encaixa no momento…

O primeiro deles é aquele em que a pessoa acha que é assertiva, mas no fim das contas, passa igual um trator por cima das pessoas. Geralmente é aquela pessoa que invade seu espaço, extremamente crítica a nível de destruir a autoestima do outro, exclui muito fácil. Até gosta de ser temida e, além de achar que tem sempre a razão, é insensível.

Já o segundo é o total oposto. Não tem boca para falar nada, é submisso total, inseguro, sem direção alguma, ouve todo mundo, mas não toma nenhuma atitude. É depreciativo e guarda toda a mágoa dentro de si. No fundo, gosta bastante de fazer com que as pessoas tenham pena dele.

Enquanto isso, o terceiro é uma junção dos outros dois. E em doses extremas, se torna manipulador, critica de forma sarcástica. Não consegue dizer não, e por isso acaba mentindo, evita responsabilidades ou coloca a culpa facilmente nos outros, se fazendo de vítima.

E o que acontece é que, como brasileiros passionais que somos, temos a grande tendência a viver nos extremos.  Uns são o trator que acham que os outros são fracos, outros são o capacho que se doem por qualquer coisa, e outros são manipuladores que não assumem responsabilidade alguma se fazendo de vítima. Qual é o seu cenário?

Mas aí fica a grande dúvida… Afinal de contas, o que é ser assertivo então? Bom, respondo com os dois lados da moeda. Ser assertivo não é ser grosso, nem ser capacho e muito menos sarcástico. Ser assertivo é ser responsável pelo que quer e pelo que não quer, é assumir os seus próprios sentimentos, é ter uma escuta ativa, é negociar de forma clara e objetiva e principalmente, saber os próprios limites e respeitar os limites alheios.

Tome cuidado. Nem tão vilão, nem tão vítima e nem tão herói é o que fará uma pessoa ser assertiva em sua comunicação.

Receba dicas grátis sobre relacionamento e sexualidade

Agende seu 1º contato online!